15 novembro 2005

Já é Natal

Já é Natal, pelo menos em termos comerciais. Todas as lojas estão enfeitadas com todo o tipo de enfeites natalícios, e tocam aquelas musiquinhas de Natal que toda a gente já conhece de cor e salteado. Muitos desses enfeites e músicas têm mais a haver com o Pai Natal e cenários de inverno do norte da Europa, do que com o verdadeiro Natal. O último restício que ainda existe do verdadeiro Natal, são os presépios, mas a quantidade de pais natais, renas, e bonecos de neve é bem maior.

O verdadeiro Natal foi bem diferente do Natal consumista que vivemos hoje em dia. Não havia neve, nem pinheiros. O mais parecido com as renas eram os camelos. O verdadeiro Natal nem foi no Inverno, mas ao que tudo indica na Primavera.

Por fim, o verdadeiro Natal nem era celebrado pela igreja primitiva. Foi criado pela igreja com o propósito de eclipsar o festival pagão do solstício de inverno. A igreja primitiva celebrava apenas a Páscoa e o Pentecostes, duas festas cheias de significado cristão. Uma delas, o Pentecostes, acabou por se perder no tempo, e muito poucas igrejas o comemoram, e ainda muito menos lhe dão o lugar de destaque que tinha na igreja primitiva.

Se a máquina comercial conseguiu converter o Natal numa festa de Pais Natais e presentes, e a Páscoa numa festa de coelhinhos e ovos de chocolate, o que será que teriam feito com o pentecostes?

1 comentário:

jaime fernandes disse...

Sinceramente Nuno, não consigo imaginar em quê! O que me deixa triste é que muitos crentes, sem perceberem, embarcam nesta corrente comercial...