27 maio 2005

Existem mentiras, grandes mentiras, e estatísticas

Eu sou muito céptico em relação a estatísticas. Consegue-se provar quase tudo o que se quiser com estatísticas. Basta nos inquéritos fazer as perguntas de uma determinada forma, ou limitar as opções, ou perguntar a um sector não representativo da sociedade, para termos resultados completamente tendenciosos, e logo inúteis. Por exemplo, perguntar se é necessário em Massamá mais apoio aos toxicodependentes, levará a maioria das pessoas a responder que sim, mesmo que não seja uma necessidade importante da população. Porque obviamente que todos queremos ver a perfeição em tudo, e sempre se pode melhorar todas as coisas.

Além disso, não podemos ir ao encontro das necessidades apenas da maioria, temos de ir também ao encontro das necessidades das minorias, ou estaremos mais uma vez a excluir as minorias. Além disso, temos de procurar as necessidades mais intensas da população. A pessoa que até gostava de saber melhor como educar os filhos, e a pessoa que está a ter graves problemas na educação dos filhos e não sabe o que mais fazer, encaram de forma muito diferente a mesma necessidade. A segunda pessoa estará muito mais aberta a participar num seminário de formação de pais do que a primeira. Temos de procurar necessidades que são realmente importantes para um determinado número de pessoas, ainda que pequeno.

Eu gostava que o Movimento Vida Nova, ao qual estou ligado, conseguisse ter uma verdadeira noção do que a população de Massamá necessita. Queremos ir ao encontro das necessidades da população. O que coloca a grande questão: Qual a melhor forma de saber as necessidades da população de Massamá, principalmente as necessidades mais intensas? Será que inquéritos são o suficiente? Que outras formas mais eficazes poderemos usar? Aceitam-se sugestões.

1 comentário:

Allan Jost disse...

Acho que fizemos um inquerito que em minha opinião foi razoável, mas pouco focado. Na verdade os nossos suspeitos foram apenas confirmados, talvez isto indica a tendenciosidade da coisa...