29 junho 2005

Ajudar os outros, mas só se valer a pena

Eu acredito que os cristãos devem fazer coisas em prol da comunidade, no sentido lato, sem esperar nada em troca. Vejo o amar os outros e o fazer o bem aos outros como fins em si mesmo. Sempre que temos a oportunidade de servir as pessoas, acredito que estamos a servir a Deus.

Fico triste quando vejo igrejas (institucionais, quais haviam de ser) a pôr de parte a área social, ou a torná-la como serva do ministério de evangelismo. O que interessa, para esses, é o evangelismo, e se não se estão a converter pessoas com esse trabalho social, então não vale a pena continuar com ele. Será que se o Desafio Jovem não convertesse ninguém, mas libertasse o dobro de pessoas das drogas, deixaria de ser algo válido? Será que Deus só ama as pessoas que se irão converter? Creio que não. No entanto vejo que em muitas das nossas igrejas a área social é negligenciada, esquecida, relegada para um papel secundário.

Creio que a obra social deve ser vista como um fim em si mesmo, algo que fazemos por sermos seguidores de Cristo. E se alguém no processo vir a luz e se converter em discípulo de Cristo, tanto melhor.

3 comentários:

a-bordo disse...

Quanto ao post. Concordo: «Creio que a obra social deve ser vista como um fim em si mesmo, algo que fazemos por sermos seguidores de Cristo. E se alguém no processo vir a luz e se converter em discípulo de Cristo, tanto melhor.» Quanto ao blog, descobri-o agora; do pouco que li, digo que vou ler mais. um abraço.

Paula disse...

Acho que sim, a obra social não pode ser vista apenas como um meio, mas como um fim. Jesus assim o fez. Por ex., curou 10 leprosos e apenas 1 veio ter com ele e recebeu tb perdão dos pecados.
Eu quando faço algo social tenho no meu coração o desejo que a pessoa venha a conhecer Deus. Não consigo dissociar uma coisa da outra.
mas claro, se ela não vier a fazê-lo, não é por isso que vou deixar de ajudá-la. Aí n estaria a ser como Jesus, e é aí que muitas vezes se falha.
As pessoas têm de ser amadas e n apenas olhar o elas com interesse.

Vilma disse...

De acordo. Como evangelizar pessoas que têm fome, que são carentes de cuidados fisicos e materiais? Precisamos de ir ao encontro dessas carências para então elas poderem ver o cuidado de Deus através de quem o faz no nome de Deus. Não é fácil falar do Pão da vida a quem tem fome no corpo...