10 outubro 2005

O Quarteto Fantástico

É um filme, mas não é bem um filme de super-heróis, é mais um filme de terror, mas ao mesnos um teve um final feliz. Estou a falar de Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Isaltino Morais, e Avelino Ferreira Torres. Quatro casos diferentes, mas todos eles vergonhosos.

Não será justo colocá-los todos no mesmo cesto. Avelino já levou uma pena de 3 anos e arrisca-se a mais alguns. Fátima fugiu à justiça. Valentim Loureiro ainda não foi julgado, mas está acusado de muitos crimes. Isaltino tem uns problemas com umas contas na Suiça, mas não parece ser nada de muito grave. Ou seja, desde o criminoso já condenado, ao que talvez seja inocente, temos a panóplia completa.

Mas um líder deve ser uma pessoa isenta de polémicas com a justiça. Melhor seria esperarem que os seu casos fossem julgados. Mas estas pessoas preferiram ter a prepotência de se candidatarem. E o povo mostrou algo interessante. O líder pode ser uma pessoa com um processo na justiça, ou com vários, ou até pode fugir à justiça para outro país, mas se já foi considerado culpado, aí já não votam nele. Isso mostra o pouco valor que o povo dá à ética e ao carácter do líder.

Espero que este conceito não se alastre a outros meios. Um líder deve ser um exemplo de ética, de bom senso, de serviço. Não deve ser um ditador prepotente, por mais pessoas que consiga mover.

3 comentários:

Andr� disse...

Nuno,
na prática esse teu pensamento levaria a que eu quisesse que um candidato não se pudesse candidatar só tinha mesmo de lhe por um processo em cima. Como sabes até prova em contrário eles são todos inocentes.

Isto para todos os casos excepto da Fátima Felgueiras que toda a gente é testemunha de que fugiu para o Brasil e como tal já fugiu à justiça. Essa nem percebo porque não está detida.

Nuno Barreto disse...

No entanto não se trata simplemente de denunciar alguém. Se os casos dessas pessoas transitaram para julgado, é porque o ministério público pensa que tem provas suficientes para tal. Se não tivessem por onde pegar, nunca teriam chegado a este ponto. Portanto não basta por-lhes um processo em cima, via um pouco além disso.

Supondo que eles são inocentes, defendo que deveriam esperar pelo fim do julgamento, por uma questão de ética e imagem que é passada.

pechanense disse...

É triste dizer isto, mas parece que as pessoas gostam de "líderes fantásticos"... são super heróis!
(jf)