14 julho 2005

Controlo

Ontem, numa conversa com o Allan e a Fabiana, acabamos por falar sobre o controlo que é exercido na forma como as reuniões se processam. Quando as coisas não têm uma "ordem de culto", há o perigo de acontecerem coisas das quais não se goste muito. Coisas que podem ser incomodativas. É muito mais fácil as coisas "correrem bem" se só as pessoas aprovadas pelo comité falarem.

Mas a vida não é assim. Todos nós fazemos e dizemos coisas que não devemos. E se retiramos essa liberdade de expressão das pessoas, vamos estar a torná-las menos participativas, até ao ponto em que se tornam meros espectadores do que poucos fazem. O formato que damos às nossas reuniões, e o estilo de ensino que usamos influenciam bastante a acção das pessoas.

Liberdade, passa também por ter liberdade de expressão, mesmo que se digam coisas erradas. Porque só assim poderemos corrigir-nos uns aos outros. Para crescer é preciso ter oportunidade de errar.

3 comentários:

Paula disse...

É isso mesmo.
E quem diz que temos de saber tudo? Aqui aplica-se a frase de um pedagogo brasileiro, Paulo Freire, que dizia:
"NInguém ensina ninguém, ninguém aprende sozinho. Os homens aprendem em comunhão"

jc disse...

Uma verdade muito verdadeira...

Mas quando é o E.S. a guiar, a vitoria pode ser muito grande e saborosa...

O "problema" é que muitas vezes encontramos muita carne e pouco espírito, onde deveria haver muito espirito e pouca carne... É só uma teoria...

Nuno Barreto disse...

Sim, há um risco que se corre. No entanto, nas "experiências" que temos feito nas últimas semanas, o resultado tem sido sempre bom. Claro, há sempre o cromo que diz uma bacorada, mas como há confiança para falarmos de tudo (até das bacoradas), a coisa tem resultado muito bem.