06 julho 2005

Filme visto: Constantine

Ontem vi o Constantine. Mais um que vai ser proibido em muitas igrejas, e que já deve ter dado azo a milhares de pregações. Só é pena não fazerem o mesmo com o "Deixados para trás".

9 comentários:

F. Almeida disse...

Não conheço o filme em questão. Mas concordo 200% na questão do "deixados para trás"... Chega de fazer teologia com base em ficção, e como que se aquela fosse a única realidade.

Paula disse...

Não conheço esse filme m agora deixaste-me com curiosidade de ver...

entre-aspas disse...

Não percebi a crítica ao "Deixados para trás". Aguardo mais desenvolvimentos.

Nuno Barreto disse...

O "Deixados para trás" é ficção. A pessoa que o fez (Tim LaHaye), ao contrário do que muiros pensam, não é uma pessoa conceituada nos meios teológicos, muito pelo contrário.

A visão teológica do fim dos tempos defendida por ele é uma visão que não é aceite por uma grande quantidade de cristãos, no entanto, para o leitor menos atento, aquilo é tomado como a verdade acerca do tema.

A questão, para mim, e por isso escrevi o que escrevi, é que esse filme tem mais razões para ser proibido do que filmes como o Matrix, Constantine, ou Senhor dos Anéis. Mas como quem o fez é "crente", então pode dizer umas quantas barbaridades que não faz mal. Apesar de ir contra a visão escatológica da maioria das denominações.

Teologicamente, desde versículos fora do contexto, a interpretação literal ou extrapolada (conforme dá jeito) de versículos proféticos, há um pouco de tudo.

Paula disse...

Se não fosse pedir muito, gostava de saber que erros teológicos se encontram no Deixados para trás

Nuno Barreto disse...

Aconselho-te a pesquisar acerca de 3 formas de pensar. Pré-milenismo (que é o defendido pelo "Deixados para trás" com umas coisas a mais), o Amilenismo, e o Pós-Milenismo. O Pré-milenismo surgiu com a vertente dispensacionalista de John Darby e Scofield, por volta de 1850.

Mas o problema não reside no pré-milenismo. É uma forma de ver as coisas tão valida quanto as outras, apesar de na minha opinião não ter por onde se pegue. A questão é que o "Deixados para trás" parte da interpretação de um homem, que está a ser dada às pessoas como se fosse a única forma possível de acreditar naquilo.

Quanto a coisas específicas, um dos erros mais flagrantes é que o arrebantamento é visto como um segredo. Ninguém repara que Jesus veio, só quando reparam que as pessoas desapareceram. E podia continuar por aí, mas é mais fácil colocar uns links.
Podes ver aqui ou aqui.

Mas mais uma vez, o grande problema é que se trata de uma obra de ficção, que está a ser entregue como algo verdadeiro. Nesse sentido faz lembrar o código da vinci.

entre-aspas disse...

Permite-me discordar.
Primeiro, a visão escatológica apresentada (pre-milennismo) é provavelmente a mais consensual no panorâma evangélico português.
Enquadrada dentro desta "doutrina" o filme aparece como bastante "fiel".
Em termos de qualidade cinematográfica, concordo que fique muito aquém de uma super-produção "holywoodesca". No entanto, penso que pode ser perfeitamente utilizado como instrumento evangelístico.

E por favor, comparar o "Deixados para trás" com o "Código da Vinci", parece-me no mínimo de muito mau gosto.

Nuno Barreto disse...

A comparação com o Código da Vinci era apenas no sentido de se tratar de uma obra de ficção que é entregue como estando a relatar factos reais. Obviamente que o Código da Vinci é muito mais errado.

Quanto à posição pre-milenista, prefiro não comentar.

Nuno Barreto disse...

Não posso deixar de comentar outra coisa. Eu vejo o evangelismo como uma vivência que é exemplo de Cristo. Não vejo como o Deixados para trás seja uma boa ferramenta evangelística.